O que é melhor que sentir orgulho de si mesma?

No último domingo, 2, fiz minha segunda corrida do ano, a Athenas 12k. Antes de falar sobre a prova em si, é relevante dizer um dos motivos pelos quais recriei meu blog foi para poder falar sobre tudo que sinto depois de terminar uma corrida.

Já fiz várias etapas da Athenas, todas na Marginal Pinheiros, na altura da Ponte Transamerica, com largada às 7h. Essa foi a primeira edição do evento em outro lugar e com outro horário: ainda ma marginal, mas, dessa vez em frente ao Parque do Povo com largada às 6h30.

Meu objetivo era terminar a prova em menos de 1 hora e 12 minutos, ou seja, com ritmo médio abaixo de 6 min/km. Estava um pouco apreensiva no dia anterior, como sempre, por ter de acordar cedo e com medo de não conseguir dormir bem – nervosismo comum antes de todas as provas.

Além disso, seria a primeira vez que iria correr uma distância longa com as novas orientações em relação à alimentação. Deu tudo certo com o café da manhã, preparado no dia anterior, já que acordamos, eu e minha mãe, às 5h.

Foi uma corrida de novidades. Também foi a primeira vez que corri com um relógio bom, que mostra o pace.

Largamos bem e, graças ao Garmin, pude ver que meus planos começaram a dar certo: menos de 6 min/km, aproximadamente 5’40” min/km até o quilômetro 6. Até o 9˚ consegui manter, mas comecei a ficar cansada. Fiz muita força para conseguir manter o ritmo “alto” (alto só pra mim, mas tudo bem).

Fiz a besteira de tomar meu gel de carboidrato sem ter uma água na mão, e ela demorou a chegar. Resultado: fiquei com aquele gel seco na boca e mais me atrapalhou que ajudou. Meu ritmo acabou caindo para 6’10”, aproximadamente. Como tinha conseguido uma “gordura” na primeira metade da prova, a queda de rendimento não atrapalhou meu objetivo.

Ali, uns 400 metros antes da linha de chegada, vi meu treinador. Olhei para o relógio, olhei para ele e gritei “vai dar em menos de 1 hora e 12!”, e me deu um bom ânimo para as passadas finais. É muito bom, lá perto do fim, ver alguém torcendo por você.

Acabei a prova com 1h10min55seg. Ou seja: objetivo cumprido! Na primeira metade da prova minha média de velocidade foi de 5’48”, na prova toda, 5’55”. Como já contei antes, não sou uma corredora rápida. Para muitos esse tempo pode parecer péssimo, mas meu mérito é ser uma corredora persistente e disciplinada. Dentro das minhas limitações, luto e acredito em mim mesma, e isso já é suficiente.

O que me deixou mais feliz foi colocar lado a lado os número da mesma prova de domingo e de 2016. No último ano, a Athenas 12k era uma marca para mim, pois era a prova mais longa da minha vida até então. Ainda não corria na Run&Fun, treinava sozinha na esteira da academia.

Resultado: em 2016, fiz a prova em 1h22min, com ritmo de 6’47”. Um ano depois, com uma meia-maratona e treinos três vezes por semana no parque, diminui em 11 minutos o tempo da minha prova com o ritmo médio de 5’55”. Não tinha como ser melhor! Foi uma evolução muito grande e significativa.

Para quem se pergunta sobre minha mãe, ela voou e chegou 30 segundos antes de mim.

Entre as 3.042 participantes da prova, fiquei em 1.370. Entre as 1.264 mulheres, fui a 296. Na minha categoria, mulheres entre 20 e 29 anos, havia 197 pessoas e fiquei em 48˚ lugar.

Gosto de saber de todos esses números, mas mais importante que todos eles é saber o quanto meu esforço e disciplina valeram a pena. Estou muito orgulhosa de mim mesma e não poderia estar mais feliz.

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Publicado por

Anita Efraim

Estamos aí desde 1994.

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