Agoranãodátempo

Blogar é bom; ler seu comentário é melhor ainda

NOVO! August 23, 2011

Filed under: Uncategorized — agoranaodatempo @ 8:38 pm

Gente, desde sexta-feira, dia 19 de agosto, o Agora Não Dá Tempo mudou de endereço. Tinha esquecido de por aqui, para os que ainda não sabem da novidade!

Espero que gostem do novo, tudo que tinha aqui tem lá agora, também.

http://noticias.r7.com/blogs/agora-nao-da-tempo/ ou http://noticias.r7.com/blogs/anita

Espero todos lá!

 

“Se não for pra ser feliz…” August 15, 2011

Filed under: Dissertando — agoranaodatempo @ 9:00 pm

Eu não estou conseguindo respeitar essa história de não escrever, está complicado demais!

Finalmente terminei Um dia. O livro é lindo, maravilhoso, com uma lição de vida incrível, mas é, de longe, o mais triste que já li na vida. O final de semana já não tinha sido dos melhores, ainda fiquei até 1h00 da manhã, mais ou menos, lendo e soluçando ao londo do final do livro.

Hoje fiz tudo que precisava fazer e mais um pouco, fiz uma redação, fiz lição de biologia, estudei física elétrica, estou estudando história geral e pretendo ler uma ou duas crônicas do Ondjaki. As coisas vão melhores do que puder pensar que estariam hoje.

Foi um final de semana pesado, triste e intenso. Achei que demoraria a me recuperar, mas a verdade é que estudar ajuda muito. Antes de sentar a bunda da cadeira e abrir o livro, é bem complicado, começar é o pior, mas depois que você se ajeita, fica bem fácil. Estou desde as 16h00 sentada, sem grandes interrupções, e me distrai muito, nem consegui pensar naquilo que me afligiria. Acho que o ponto positivo, que também pode ser negativo, do vestibular é que sempre há algo a se fazer, alguma matéria a se estudar ou revisar. É realmente algo que ocupa muito tempo da vida, e no meu caso, isso está sendo muito bom.

Escrever é uma motivação gigantesca também. Não consigo abrir mão disso, de falar sobre o que está na minha cabeça, de dizer um pouco como eu me sinto sobre tudo. Me faz bem demais. Mesmo que eu tenha aberto mão de coisas que me faziam feliz, como handball, tem sempre várias coisas novas e diferentes para fazer, como por exemplo, estudar poetas da 2a fase modernista, ok, é bem nerd, mas é algo pelo qual me interesso e faz parte das minha obrigações. Sempre é possível achar um “abrigo” no meio de um lugar onde você não desejava estar. É só se esforçar um pouquinho para ver o lado positivo das coisas. Não adianta padecer pelas obrigações, faz parte. Tudo é fase.

Sobre aquilo que não me faz bem, não tem jeito, é melhor largar. Não há motivos para cultivar males dentro da vida.

 

Satisfações. August 14, 2011

Filed under: Dissertando — agoranaodatempo @ 8:47 pm

Depois de alguns dias, que para mim parecem uma eternidade, soube que eu ainda posso escrever aqui, antes das mudanças radicais que estão por vir. Ainda bem, estava difícil ficar sem escrever.

Para compensar a minha abstinência de escrita, tenho lido muito. Já estou quase acabando Um dia e já comecei a ler Os da minha rua, um livro que é pedido no vestibular da Cásper. Um livro curto, com letras grandes, com pequenas crônicas escrito por Ondjaki, um escritos angolano que escreve de modo muito singular, até por ser um português diferente, de outro país. O livro trata sobre lembranças da infância do próprio autos, coisas assim, é bem fofo. Ler é uma delícia, não tem o que discutir.

Sexta-feira fui na Cásper, assistir a tal primeira aula que oferecida sobre as obras pedidas no vestibular desse ano. Foi bem interessante, o Auto da Barca no Inferno foi bastante explorado, são aulas que devem ajudar muito na hora de fazer a prova. O palestrante, que no caso me fugiu o nome agora e eu estou com preguiça de procurar (caso haja interesse, tem no site da Cásper), era muito bom.

Provavelmente esse post será esquecido, devido a sua falta de informações interessantes, mas eu precisava dar algum tipo de satisfação. O Agora Não Dá Tempo não está nem perto de acabar, será um novo começo. Para isso, terei de fazer o sacrifício de fica algum tempo sem escrever (espero que não seja muito, não vou sobreviver assim). Volto logo, eu prometo!

 

Fugindo um pouco. August 9, 2011

Filed under: Dissertando — agoranaodatempo @ 9:35 pm

É a primeira vez no dia que ligo o computador. Ontem minha mãe veio no meu quarto e me deu um livro, seguido das seguinter palavras: “você precisa ler, é muito lindo! É um daqueles livros que a gente devora!”. Gastei um tempo refletindo sobre se deveria ler ou não, já que eu tenho outros livros que deveriam ser prioridade, mas me rendi, sei que ouvir a mãe sempre é bom, e planejei lê-lo quando chegasse da escola, afinal, não estudo depois de ter 12 aulas no dia.

Quando cheguei em casa pensei em ligar o computador, mas lembrei do livro, chama “Um dia”, do David Nicholls. Eram umas 19h30 quando comecei a ler. Estou na página 63 agora. Já quase chorei umas três vezes, o livro é realmente lindo. Não vou ficar fazendo resumos, quem quiser saber sobre, google it.

A melhor coisa sobre estar lendo esse livro é poder fazer algo que me faça fugir dos pensamentos “estudo, estudo, estudo”, ainda mais depois de tantas aulas. Além do mais, qualquer livro me tira da realidade que eu vivo. Apesar de estar deitada em minha cama lendo, acho que estou em Bombaim ou em Londres vivendo uma história linda, e ao mesmo tempo, muito triste.

O fato de os protagonistas da história serem jovens recém formados na faculdade (pelo menos no começo do livro), me faz pensar no futuro. Os dois estão, pelo menos até essa página, mais perdidos do que cedo em tiroteio. Fiquei muito tempo, entre uma linha e outra, pensando no meu próprio futuro. Ler me faz espairecer, ver que eu posso me tornar algo que eu nunca imaginei que poderia.

Depois de muitos pedidos, hoje é aniversário da minha amiga, Tally, e ela merece mais um parabéns (além dos vários que dei ao longo do dia). Com certeza é ela é uma prova de como é importante ter amigos de verdade, para que possamos levar todos os dias da vida felizes, mesmo que haja adversidades pelo caminho.

Bom, vou voltar para o livro, fugir um pouco mais das minhas obrigações, esquecer que amanhã, 6 da manhã estarei de pé pronta para estudar mais.

 

Baby steps. August 8, 2011

Filed under: Dissertando — agoranaodatempo @ 9:08 pm

Sucesso do meu dia: consegui me inscrever para a aula da Casper sobre “O Auto da Barca do Inferno”. Errei ontem quando disse que havia 400 vagas, são apenas 100. Eu, beirando o desespero, fiquei atualizando a página desde as 14h57, então, consegui. Fui a 12o inscrita. Sexta-feira estarei lá. Será a primeira vez que entrarei na Casper, o que é bem errado da minha parte, já que eu deveria ir conhecer, ir em uma daquelas visitas monitoradas, mas a memória me falha algumas vezes.

Hoje dediquei meu dia aos gregos, fiquei horas estudando guerras e sociedade grega, as principais pólis etc… Cansei por um dia. Revi toda essa parte na apostila do primeiro ano (guardar material é sempre útil, pelo menos até que eu passe na faculdade) e depois fiz testes do livro “História nos vestibulares”, aquele tipo de material que nenhum colégio, além do Bandeirantes, pede na lista de livros. Resolvi estudar muita história, por enquanto, e depois estudarei muito geografia. Acho que são planos rasoaveis, nada muito massante e bastante eficiente.

Tirando a parte de estudos do meu dia, vi meu amigo que estava há um ano na Suécia. Foi muito bom reencontrá-lo, e foi como se esse tempo todo não tivesse passado. Desde que comecei meu blog, ele é um leito assíduo, e agora que ele voltou, entrou praticamente na mesma vida em que eu estou e que ele vinha lendo há alguns meses sem ter muita noção de como era. Espero que de alguma maneira eu tenha ajudado ele a não ser pego tão de supresa. Ter reencontrado meu amigo me fez pensar sobre quando eu for passar um ano fora. Não dá para imaginar como será ver todas as coisas igual, mesmo depois de tanto tempo, ou ver as coisas mudadas sem eu ter passado pelo processo de mudança delas. Bom, ainda tenho um ano e meio até eu ir, carpe diem.

Depois do meu almoço, escrevi mais um artigo para a revista Shalom, dessa vez em nome da Chazit. Acho que sairá na edição desse mês mesmo. De passo pequeno em passo pequeno, construo meu caminho. Mesmo que tenha sido em nome da Chazit, é mais um passo, mais uma oportunidade de escrever de modo “profissional”. Estou muito feliz, de verdade, por mais uma oportunidade que a Chazit me deu.

 

“Ninguém disse… “ August 7, 2011

Filed under: Dissertando,Vestibular — agoranaodatempo @ 7:31 pm

Eu sei que falar sobre o tempo é coisa de elevador, mas não dá para entender essa cidade! Quinta eu acordei tremendo e hoje eu passei um calor infernal. O ponto é: o sol e as vitórias do Santos voltaram, graças a D-us. Até que enfim acabaram-se as derrotas seguidas. Apesar de não ter jogado maravilhas, foi bom ter ido ao jogo. Foi um dia bom, como a maioria dos dias vem sendo.

Amanhã tem a primeira inscrição para a primeira “aula” da Casper sobre os livros pedidos na lista. As 15h00 no site da faculdade, espero lembrar na hora ou, preferencialmente, antes! Não quero, de modo alguem, correr o risco, de acabarem as vagas. São apenas 400.

Cortando o papo de vestibular, a maratona de Chazit começou esse sábado. Nas férias nem deu para sentir saudades, já que passei o tempo todo com as pessoas de lá, mas ontem, foi incrível. Tivemos uma conversa com uma especialista em inclusão de pessoas com deficiencias de todos os tipos. Ela era super legal, a conversa foi ótima, mas o que eu pretendo contando isso, é explicar o quanto a Chazit é na minha vida. Essa conversa é o tipo de oportunidade que, muito raramente, nos é proporcionada na escola ou em algum outro lugar que frequentamos, e é uma “capacitação” muito necessário no mundo atual, já que, ainda bem, foi-se o tempo de os que tem alguma deficiência serem excluídos da sociedade.

Esse assunto, em especial, é extremamente delicado, mas há diversos assuntos que em nossos dias não paramos para pensar. Assuntos como ecologia, modos de educar sempre são trazidos também. São reflexões que não são passadas em qualquer lugar, conteúdos muito diferentes. Muitos acham que por estarmos em um movimento juvenil JUDAICO só falamos e ensinamos sobre tal assunto, mas estes se enganam muito. Eu amo ter as oportunidades que a Chazit me proporciona. São poucos que com 16 tem a chance de aprender tanto, de um modo não-formal, e ainda ensinar outros. Fazer parte desse movimento me faz uma pessoa realizada.

Além de ser um lugar que me proporciona uma educação diferente e ótimas oportunidades, é a minha valvula de escape do mundo todo. Sábado a tarde é aquele momento que eu estou livre de tudo, de toda a noia de vestibular, do estresse de provas etc. Momentos assim me fazem conseguir levar as coisas com mais tranquilidade, apensar de meu tempo livre ser bem menor. Sou muito feliz por estar levando a minha vida conturbada de vestibulanda desse modo. “Ninguém disse que seria fácil, mas prometeram que valeria a pena”.

 

Ser a mudança. August 5, 2011

Filed under: Dissertando — agoranaodatempo @ 9:08 pm

Se no dicionário houvesse um significado para sexta-feira ele seria algo como “o dia em que você não tem compromissos sérios e esquece de seus deveres depois que sai do trabalho/escola”. Seria ótimo se meu dia tivesse sido assim, mas achei melhor aproveitar mais um dia para estudar. Então fui ao Centro Cultural assim que sai da aula e eu e uma amigas almoçamos lá mesmo. Começamos cedo, 13h15, depois fizemos uma pausa, continuamos a esudar e então, umas 17h00, fomos embora.

Estudei mais um pouco daquelas doenças desagradáveis e depois resolvi estudar humanas. Fiquei lendo meu livro de história geral, li sobre egipcíos e sobre Grécia antiga, Roma teve que ficar para o próximo dia que eu for lá.

Quando saí de lá fiquei pensando se voltaria para casa de metrô ou de taxi… Fiquei muito na dúvida e acabei decidindo que iria de metrô. Comprei meu bilhete, fui para onde deveria ir, olhei e fiquei assustada. Era, simplesmente, impossível de entrar em qualquer um dos vagões. As pessoas estavam com partes do corpo para fora do metrô. Você que agora está surpreso que eu não soubesse, é, eu não sabia que a situação era assim. Sempre que pego o metrô são 15h00, um pouco mais, e a situação é sempre tranquila, nunca imaginei que as 17h00 seria assim.

Quando me falaram que o transporte público no Brasil é lamentável eu entendo, mas em relação a São Paulo eu sempre achei que fosse um pouco melhor… Depois de hoje, nunca mais me engano. Pessoas com braços e bolsas para fora dos vagões, avisos de que houve problema com o trem da frente, ainda mais nesse horário, realmente, triste. Ainda bem que eu não tenho problemas financeiros e tenho a oportunidade de voltar de taxi, passei horas imaginando aqueles que tem que fazer diversas baldeações, pegar vários trens lotados mais de uma vez ao dia.

Eu gostaria muito de ver pessoas estudando para dizer que um dia mudarão isso, ou ao menos, lutarão para tal. Queria muito que fosse possível fazer vários bens para o mundo ao mesmo tempo, pena que não é assim tão fácil… Sinto-me impotente vendo as coisas erradas sem saber se um dia poderei fazer a diferença nisso.

 

38 anos de muitas conquistas. August 4, 2011

Filed under: Dissertando — agoranaodatempo @ 8:38 pm

Não estou muito para falar de futebol nos últimos tempos, já que a atuação do Santos vem sendo lamentável, mas hoje abro uma excessão.

Muitas pessoas desprezam certos jogadores por diversos motivos. Neymar Jr., por exemplo, é detestado por alguns por inveja, já que é habilidoso e todos gostariam de ter um jogador como ele no time para qual torcem. Há alguns que afirman afirmam que o astro de apenas 19 anos do Santos seja metido e por isso falam muito mal do jogador, os motivos variam. Outro que é muito criticado é Rogerio Ceni, que muitos alegam ser arrogante como pessoa, apesar de um ótimo profissional. Pessoalmente, não sou gosto do Felipe, goleiro do Flamengo, acho ele mais do que arrogante, é daqueles bem desrespeitosos mesmo, que não percebe quando passa dos limites, mesmo que esteja no estádio do rival.

Todas as pessoas que gostam, acompanham e apreciam o futebol tem certas birrinha com algum jogador, sempre acontece. Porém, há uma excessão. Há um jogador que eu nunca, em toda a minha vida, ouvi alguém falando mal, tanto sobre a personalidade quanto sobre o trabalho que realiza: O goleiro Marcos. Que atire a primeira pedra alguém que tem algo contra o camisa 12 do Palmeiras.

Não adianta eu querer mencionar as defesas importantes que Marcos teve na carreira, pois estas são praticamente incontáveis. Ademais, o camisa 12 é sempre o mais simpático e educado, é sempre aquele que dá entrevista, seja quando o time ganha quanto quando perde, e todos saem com ódio de campo e sem querer responder aos reporteres. O goleiro carrega vários títulos, algumas superações e recuperações de problemas no joelho, muito mérito, mas mais que isso, amor a camisa que veste. Esse sentimento que ele tem é de dar inveja a qualquer torcedor de outros times. Quantas vezes já não vimos goleiros incríveis indo embora para o exterior sem dar valor ao time que os revelou? Claro que é possível entender, é uma questão de oportunidades, jogar na Europa é o sonho de muitos atletas, mas o que eu, e acho que muitos outros também, prezo no Marcos é que, acima de pensar no dinheiro, ele pensa no seu clube.

O goleiro do Palmeiras tem o que falta nos jogadores da Seleção Brasileira, tem o que falta em muitos jogadores que só jogam para que sejam notados pelos famosos “olheiros”. É esse espírito de jogar por todos juntos, pela equipe, pelo clube, que fez, e ainda faz, Marcos se destacar como jogador, além de ter enorme habilidade. Fora dos gramados Marcos é, também, sensacional. Seu grande destaque fez com que, além de um ídolo da torcida alvi-verde paulista, o goleiro se tornasse um herói nacional do futebol, um ídolo do esporte. Nem o flamenguista mais fervoroso consegue argumentar contra a integridade e habilidade de Marcos.

O grande goleiro acabou com as lendas de que o número dos goleiros é 1, eternizando o número 12, que sempre carregou com tanta felicidade e dedicação. Parabéns ao goleiro Marcos, por seus 38 anos, por ser uma pessoa incrível, por toda a superação, por todas as suas conquistas e méritos e, principalmente, por amar tanto o que faz.

 

Vale a pena. August 3, 2011

Filed under: Vestibular — agoranaodatempo @ 8:42 pm

Estou exausta. Logo depois da aula fui para o Centro Cultural e fiquei lá, estudando parasitas. Biologia definitivamente não é minha matéria favorita, mas essa parte de doenças e tal até que é interessante, melhor que citologia, pelo menos. Então, fiquei lá desde as 13h15 até as 16h45, mais ou menos. Fui embora de metrô, as 17h00, então já estava bastante cheio, demorei quase uma hora para chegar em casa, cheguei, e não fiz NADA. Estou exausta, assim como disse alguns momentos atrás.

Não dá nem vontade de ler um pouco antes de dormir, meu cérebro está se recusando a continuar funcionando e está me pedindo para dormir agora, já, nesse instante. Não tive nem 5 dias de aula e já estou implorando por um final de semana!

Estou vivendo num paradoxo nesse momento, porque estou estudando matérias que não caem na Cásper, mas não sei se deveria, se devo estudar muito mais humanas que exatas. Estou, definitivamente, confusa com isso. Acho, simplesmente, que não adianta eu desistir de outras matérias, há outros vestibulares que eu vou prestar, incluindo a nossa conhecida de tempos atrás, a FUVEST. Ai, nem quero falar disso, prefiro estudar e fingir que não tenho propósito nenhum com isso (como se funcionasse).

A minha felicidade desses últimos tempos é que eu não estou mais me estressando sem motivo, não fico me preocupando com o que não tem importância, isso muda tudo. Sem reclamar sobre quantas horas tem meu dia ou se dormi pouco, tenho mais tempo para mim mesma, para me importar com as minhas necessidades, meus deveres, e não meus problemas, pois o quanto mais se dá atenção as coisas ruins, maior elas parecem. Muitas vezes transformamos problemas minusculos em situações gigantes e desesperadoras, sem a menor necessidade.

A preocupação que tenho agora é ler um pouco, já que não fiz nada de Cásper hoje, dormir e repetir mais um dia. O segredo de tudo é levar tranquilamente, porque se não for assim, fica difícil demais de aguentar todos os dias, a rotina, o estudo, a pressão e as coisas chatas que tem no dia a dia. Pode ser que tudo isso seja muito chato, insuportável mesmo, mas vale a pena o esforço para não passar mais um ano assim.

 

“Somos os filhos da revolução..” August 2, 2011

Filed under: Dissertando — agoranaodatempo @ 9:51 pm

Eu ia falar sobre o quão ruim foi lembrar o que é uma terça-feira na minha vida, mas eu estou tão feliz e conformada com a vida que nem me da vontade. Mas como SEMPRE tem algo para me tirar do sério…

Estava eu conversando com minha mãe no escritório dela e a televisão estava ligada, não sei em que canal muito menos em que programa, quando uma mulher diz “não é porque eu não apresento mais nenhum programa que eu deixei de ser apresentadora”. Claramente eu não tenho ideia de quem tenha falado isso ,mas sei que não é alguém com o QI muito elevado. Isso me lembrou de três coisas: primeira, o por quê de eu não ver TV, a segunda, o que eu pretendo com o jornalismo e por último, o quanto você não precisa de palavras bonitas para falar bem.

Começando pelo fim, eu estava lendo um livro de literatura, estudando esses dias, quando li que muitos críticos falam mal de autores como Jorge Amado por usarem uma linguagem simples, popular, o que me irritou muito, já que ninguém precisa usar palavras sofisticadas e desconhecidas para ser um escritor brilhante. Por que lembrei disso ao ver tal mulher falando na TV? Simples, pois usando palavras tão simples quanto as as dela, um autor como Jorge Amado teria escrito algo lindo. Aqueles que julgam ou julgavam necessário escrever com palavras complicadas estão ou estavam tentando tornar a leitura um privilégio daqueles que são mais “sortudos”, beneficiados pelo destino, mais cultos, talvez, quando o que eu penso é totalmente diferente.

Escolhi prestar jornalismo porque amo as palavras e vejo nelas um potencial para mudar o mundo todo. Acredito que as palavras são de todos aqueles que por elas se interessem, que não é necessário ser um gênio para ler um livro e amar tal experiência. Além disso, é impossível viver sem palavras. Muitas pessoas passam a vida sem usar o conteúdo que aprenderam sobre matemática na escola, mas ninguém fica sem usar o que aprendeu sobre o uso das palavras, pois mesmo quem não escreve muito, fala. Não é necessário saber classificar orações, mas é necessário ter um vocabulário suficientemente variado, noção de certos erros que são imperdoáveis etc.

Se um dia eu escrever um livro, como sonho em fazer, minhas palavras serão simples, mas muito bem escolhidas, uma por uma, como em tudo que eu costumo escrever. Acho que as pessoas merecem que tudo seja escrito de modo compreensível, mesmo que nem sempre seja simples e óbvio de se entender.

Sou um pouco confusa em relação ao que quero mesmo, se pretendo seguir escrevendo, se prefiro TV… Por mais que pareça hipocrisia, se um eu trabalhar com o isso será com o intuito de mudar, assim como o Tiago Leifert, que chegou no Globo Esporte do mesmo modo, e fez o programa ir de uma droga para um sucesso gigantesco. Como dizia Renato Russo “somos os filhos da revolução”, e acredito que não só aqueles da “Geração Coca-Cola”, mas todos nós, já que nada seria mudado se não houvesse o antes.

O fato da minha vida atual é “vamos fazer nosso dever de casa e então, vocês vão ver, suas crianças derrubando reis, fazer comédia no cinema com as suas leis”. Não vejo a hora de sair dos sonhos, da teoria, e colocar a vida toda na prática.

 

 
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